sexta-feira, 18 de junho de 2010

O último dia.


Sabe quando acontece alguma coisa tão boa, mas tão boa que você sente como se fosse o primeiro dia da sua vida? E partir daquele momento você começa a contar os seus aniversários, os seus anos de "vida de verdade"? Pois é, estou com o sentimento contrário, como se todo o dia fosse meu último dia. Todo o dia tem aquela mesma nostalgia e alívio do final, mas quando o próximo dia chega vem a decepção e aquela euforia passa, aquele alívio passa... E o que resta é só a nostalgia de mais um último dia, o dia que não acaba, o que você está condenado a viver por tempo indeterminado. O fato de ser um período indeterminado é o faz crescer outro sentimento: A agonia. A vontade frustrada de que o dia somente acabe e não volte mais, mas ele sempre volta... Ele está te acompanhando até que você desista dele ou desista de tudo só pra que ele para de te perseguir. Os cigarros não me satisfazem mais, a bebida à muito tempo é só um desperdício de dinheiro. Acho que já desisti, mas estou esperando a apatia chegar pra me anestesiar. Raz, dva, tri.

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