sábado, 11 de setembro de 2010

Filled with poison.

Meu doce e corrosivo veneno, adorado veneno. Pequenas doses de pequenas dores, pequenos atos sujos, ilícitos. Pequeninas peças de um enorme quebra-cabeça incompleto. Encher o ar com fumaça negra, vinda de cantos onde passarinhos e abelhas têm medo de chegar perto. Onde crianças chegam e nunca mais voltam. Lugar de ladrões de pertences mais importantes que relógios, eletrônicos importados... Ladrões de almas. Aqueles venderam, ou perderam a sua e agora vivem se alimentando das alheias e inocentes que ousam ultrapassar a pequena linha da sanidade e do desespero. Eles farejam a vítima perfeita e a prendem com unhas e dentes, arrancando cada sonho e cada desejo puro... Eu moro aqui a tanto tempo que nem sei mais diferenciar pequenas mentiras inocentes de pequenos furtos de almas podres e almas inocentes. Elas já não fazem tanta diferença. Descobri que como a minha alma, tantas outras apodrecem, mais cedo ou mais tarde... Mais cedo ou mais tarde... Mais cedo ou mais... Mais.... Mais.

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